Qual será a maior ambição dos ouvintes da boa música?
O que será que pode ser definido como boa música?
Como escapar do midiático?
Essas são perguntas frequentes para aqueles que apreciam a boa música, e que se vêem
num "mato sem cachorro" (com o perdão do trocadilho) face ao cenário musical atual.
A maior prova de que a música está primando cada vez mais pela imagem e menos pelo som,
é o fato de que os amantes da modernidade execram a música tradicional...o bom samba, o bom jazz, blues, clássico, rock, progressivo, metal, hard rock ou o que seja.
Existe um processo, claramente visível nas camadas mais jovens, de escárnio geral contra os adolescentes e crianças que tem gosto musical diferente de "Pixote", "Rebolation", "Justin Bieber" e "Fiuk", adolescentes esses que são chamados de caretas, chatos e loucos, por seus gostos diferentes.
Mas o que será que causa essa embolia de conceitos errados?
Será que os nascidos na nova geração estão com caso crônico de decréscimo de inteligêngia e capacidade crítica?
Não, caro leitor, é claro que não...
A culpa, mais uma vez, é da mídia...ah, a mídia
A mídia que coroou nosso mundo com feitos brilhantes como a eleição do Collor, por exemplo, a mesma mídia que distraiu a cabeça do povo durante a COPA do Mundo de 1970.
Sim, a mídia, que dita, subliminarmente, tudo o que você deve gostar e consumir, que se utiliza da imagem de personalidades supostamente "acima de qualquer suspeita" para promover a venda de produtos que tem por único objetivo, fazer o dinheiro continuar circulando entre eles próprios, executivos das emissoras de tv e radiodifusão, além de produtores e empresários de bandinhas comerciais.
Tudo gira em torno do dinheiro, e quase sempre girou, mas a música e vitima recente
desse tsunami de ganância e desinteligência, o que desanima muitos ouvintes da música de qualidade.
Então, caro leitor, antes de classificar uma atração musical como "boa" ou "ruim", preste ateção nos motivos da sua escolha, não levando nunca em conta a quantidade de vezes que determinado grupo aparece na tv, ou no rádio, ou mesmo se os shows são lotados ou hiperlotados, pois, como é de conhecimento popular, "quantidade" e "qualidade" são quase que instintivamente discrepantes.
Aqui é MadMax
Abraço!
sexta-feira, 30 de julho de 2010
domingo, 25 de julho de 2010
"Temos pelo menos 3 Ellis Park", por Riverman
O período de disputa da Copa do Mundo de 2010 também serviu de discussão para o evento de 2014. O Morumbi, estádio do São Paulo Futebol Clube, não servirá mais como palco para o Mundial do Brasil, segundo a FIFA, entidade máxima do esporte mais popular do planeta. Entretanto, os governos municipal e estadual de São Paulo têm mantido uma postura de não construir um novo estádio em solo paulista, ficando, por enquanto, a maior cidade do país sem uma sede para o evento futebolístico mais importante do mundo. Apesar de peessedebistas, e ter ressalvas especiais ante o partido, ambas esferas adminstrativas envolvidas na questão estão certas na decisão.
Mas ao analisarmos o estádio que já observou in loco duas conquistas da Libertadores, vemos que ele não deixa nada a desejar a muitos estádios localizados em países de primeiro escalão do futebol; inclusive o Ellis Park, estádio recentemente utlizado na Copa da África, tem estruturas bastante parelhas. Concordo que o brasileiro tem defeitos gravíssimos, como pontos cegos, mas no assunto estrutura e acesso, partindo da premissa que o poder público construa estações de metrô e crie linhas extras de ônibus para o Mundial, ele fica no mesmo nível de outras arenas espalhadas pelo mundo. Claro que, mesmo como são-paulino, devo assumir que ele já não é um estádio moderno, foi construído na década de 60, mas ainda dá um bom caldo. Ainda mais quando comparado a campos utilizados no último evento FIFA. E não só a propriedade do Tricolor Paulista é no Brasil próxima a muitos africanos onde as maiores estrelas do mundo do futebol pisaram há um mês.
O Maracanã, até mais antigo que o estádio do São Paulo, no Rio de Janeiro, e a Arena da Baixada, em Curitiba, são exemplos em melhor situação. O primeiro, vedete da Copa de 1950, possui visão e campo amplos. É de fácil acesso, pois encontra-se em local estratégico do Rio de Janeiro, e recentemente passou por reformas para o Pan-Americano realizado em 2007 na cidade. Apesar de já não ser mais o mesmo, tem ainda muito brilho e charme. O segundo, porém, está no lado oposto. Estádio totalmente moderno, finalizado ainda na primeira década do milênio, conta com shoppings e modernas istalações, desde os banheiros até as cabines de transmissão. Só de contar com ele, uma estrutura já existente, o Paraná já dá um passo à frente na organização. Isso sem falar no Engenhão, entregue em 2007 para o Pan mas que está fora da lista de praças para o Mundial, tido como o mais atualizado da América Latina, que ganharia fácil do Ellis Park, e em todos os quesitos.
Claro que excetuando o Soccer City, palco da final e construído exclusivamente para a competição internacional, que deve se tornar um "elefante branco" daqui para frente, todos os outros estádios sulafricanos estão basicamente no nível dos nossos, pois os primeiros, antes da Copa, contavam com estruturas bastante parecidas, e nenhum milagre foi feito para estruturá-los.
Espero que a decisão paulista tenha sido definitiva. A prova de que um Mundial pode ser organizado sem novos estádios é a própria África do Sul. Não há necessidade de se tirar divisas dos cofres públicos para a construção, pois, além de desnecessária, eventos esportivos em território brasileiro costumam ter as despezas exponencialmente crescentes, algo que orçamentos para 2014 já começam a dar sinais de ocorrência.
A FIFA que aceite o Morumbi ou a iniciativa privada que construa um. E se ele seguir não servindo que São Paulo não tenha sede. Quem sairá perdendo não é o Estado nem a cidade, e sim o evento, que carecará do município onde floresceu o esporte no país e onde foi disputado o primeiro campeonato oficial em solo tupiniquim, em 1896. Aliás, São Paulo só por isso não deveria sediar a estreia, mas sim a final. Enfim, como depositar confiança numa entidade que cancela um Mundial de clubes a dois meses antes do seu início? Paciência...
Mas ao analisarmos o estádio que já observou in loco duas conquistas da Libertadores, vemos que ele não deixa nada a desejar a muitos estádios localizados em países de primeiro escalão do futebol; inclusive o Ellis Park, estádio recentemente utlizado na Copa da África, tem estruturas bastante parelhas. Concordo que o brasileiro tem defeitos gravíssimos, como pontos cegos, mas no assunto estrutura e acesso, partindo da premissa que o poder público construa estações de metrô e crie linhas extras de ônibus para o Mundial, ele fica no mesmo nível de outras arenas espalhadas pelo mundo. Claro que, mesmo como são-paulino, devo assumir que ele já não é um estádio moderno, foi construído na década de 60, mas ainda dá um bom caldo. Ainda mais quando comparado a campos utilizados no último evento FIFA. E não só a propriedade do Tricolor Paulista é no Brasil próxima a muitos africanos onde as maiores estrelas do mundo do futebol pisaram há um mês.
O Maracanã, até mais antigo que o estádio do São Paulo, no Rio de Janeiro, e a Arena da Baixada, em Curitiba, são exemplos em melhor situação. O primeiro, vedete da Copa de 1950, possui visão e campo amplos. É de fácil acesso, pois encontra-se em local estratégico do Rio de Janeiro, e recentemente passou por reformas para o Pan-Americano realizado em 2007 na cidade. Apesar de já não ser mais o mesmo, tem ainda muito brilho e charme. O segundo, porém, está no lado oposto. Estádio totalmente moderno, finalizado ainda na primeira década do milênio, conta com shoppings e modernas istalações, desde os banheiros até as cabines de transmissão. Só de contar com ele, uma estrutura já existente, o Paraná já dá um passo à frente na organização. Isso sem falar no Engenhão, entregue em 2007 para o Pan mas que está fora da lista de praças para o Mundial, tido como o mais atualizado da América Latina, que ganharia fácil do Ellis Park, e em todos os quesitos.
Claro que excetuando o Soccer City, palco da final e construído exclusivamente para a competição internacional, que deve se tornar um "elefante branco" daqui para frente, todos os outros estádios sulafricanos estão basicamente no nível dos nossos, pois os primeiros, antes da Copa, contavam com estruturas bastante parecidas, e nenhum milagre foi feito para estruturá-los.
Espero que a decisão paulista tenha sido definitiva. A prova de que um Mundial pode ser organizado sem novos estádios é a própria África do Sul. Não há necessidade de se tirar divisas dos cofres públicos para a construção, pois, além de desnecessária, eventos esportivos em território brasileiro costumam ter as despezas exponencialmente crescentes, algo que orçamentos para 2014 já começam a dar sinais de ocorrência.
A FIFA que aceite o Morumbi ou a iniciativa privada que construa um. E se ele seguir não servindo que São Paulo não tenha sede. Quem sairá perdendo não é o Estado nem a cidade, e sim o evento, que carecará do município onde floresceu o esporte no país e onde foi disputado o primeiro campeonato oficial em solo tupiniquim, em 1896. Aliás, São Paulo só por isso não deveria sediar a estreia, mas sim a final. Enfim, como depositar confiança numa entidade que cancela um Mundial de clubes a dois meses antes do seu início? Paciência...
quinta-feira, 15 de julho de 2010
"De Di Ferrero a Fiuk: a liquidez social", por Riverman
Quem aqui ouviu a palavra ou viu algum emo nos últimos tempos? Poucos, pois o movimento se arrefeceu pelo menos nos últimos 2 anos e deu lugar a uma nova modinha – o happy rock, como os membros da nova onda musical gostam de chama-la. O mais engraçado disso tudo é: o que aconteceu com os tão numerosos “choradeiros”, que infestavam nossas ruas com sua tristeza quase crônica? Morreram junto com o movimento? Foram morar no fundo do Oceano Atlântico?
Infelizmente não. A nossa sociedade líquida – termo utilizado pelo sociólogo polonês Zygmunt Bauman – transformou adeptos de certos movimentos facilmente em correligionários de outros. Aqueles mesmos tristonhos, fãs de Di Ferrero, vocalista do NXZero, que se vestiam totalmente de preto e usavam aquelas franjas lambidas na testa são, em grande maioria, os novos “coloridinhos”, admiradores de Fiuk, vocalista da banda Hori e também conhecido como filho do cantor Fábio Júnior, que usam calças laranjas, óculos roxos e camisetas verde-limão. E muitos se perguntam: mas se os emos eram conhecidos pela sua tristeza quase mórbida como eles se “transformaram” em algo totalmente oposto, que tem como composições mais populares idas a baladas ou a shoppings centers?
Aí é que justamente mora o problema. Não há uma identificação plena entre os membros dos movimentos “modinha". Ou seja, as pessoas passam a seguir o que manda a “tendência”: o que está em voga na maioria, outros resolvem “embarcar no bonde” e se apegam àquilo quase que de maneira doentia, apesar da brevidade. A pergunta que para no ar é justamente onde fica a personalidade do ser humano. Há preferência em fazer parte de algo aceito momentaneamente pela maioria, mas em detrimento daquilo que pessoa realmente gosta. Isso se essas pessoas que seguem essas frugalidades têm tanta complexidade intelectual para realmente gostar "de algo".
Aliás, no nosso mundo a liquidez não pertence apenas a esse campo: a fama, então artigo de talentosas pessoas públicas, se tornou breve e passageira com os realities shows da vida. Muitos saem da “casa mais vigiada do Brasil”, como Pedro Bial se refere ao BBB, extremamente badalados. Por dois ou três meses. Depois, o ostracismo resolve mostrar sua verdadeira face, e os holofotes passam o bastão para os integrantes da próxima edição.
Enfim, não podemos nos prender a rótulos. A sociedade combate a todo o tempo quem não se adequa às “modinhas”, que nada mais são que maneiras de exploração comercial – só, como exemplo, veja quantos acessos a vídeos no YouTube possui a banda Cine, novo fenômeno, só quantitativamente, fonográfico do Brasil. Quem não embarca é chamado de antiquado. Mas se preocupe em ser você mesmo. Muitos se esquecem de que vivemos num mundo sólido. Seguir esses sucessos passageiros é que “tá por fora”.
Infelizmente não. A nossa sociedade líquida – termo utilizado pelo sociólogo polonês Zygmunt Bauman – transformou adeptos de certos movimentos facilmente em correligionários de outros. Aqueles mesmos tristonhos, fãs de Di Ferrero, vocalista do NXZero, que se vestiam totalmente de preto e usavam aquelas franjas lambidas na testa são, em grande maioria, os novos “coloridinhos”, admiradores de Fiuk, vocalista da banda Hori e também conhecido como filho do cantor Fábio Júnior, que usam calças laranjas, óculos roxos e camisetas verde-limão. E muitos se perguntam: mas se os emos eram conhecidos pela sua tristeza quase mórbida como eles se “transformaram” em algo totalmente oposto, que tem como composições mais populares idas a baladas ou a shoppings centers?
Aí é que justamente mora o problema. Não há uma identificação plena entre os membros dos movimentos “modinha". Ou seja, as pessoas passam a seguir o que manda a “tendência”: o que está em voga na maioria, outros resolvem “embarcar no bonde” e se apegam àquilo quase que de maneira doentia, apesar da brevidade. A pergunta que para no ar é justamente onde fica a personalidade do ser humano. Há preferência em fazer parte de algo aceito momentaneamente pela maioria, mas em detrimento daquilo que pessoa realmente gosta. Isso se essas pessoas que seguem essas frugalidades têm tanta complexidade intelectual para realmente gostar "de algo".
Aliás, no nosso mundo a liquidez não pertence apenas a esse campo: a fama, então artigo de talentosas pessoas públicas, se tornou breve e passageira com os realities shows da vida. Muitos saem da “casa mais vigiada do Brasil”, como Pedro Bial se refere ao BBB, extremamente badalados. Por dois ou três meses. Depois, o ostracismo resolve mostrar sua verdadeira face, e os holofotes passam o bastão para os integrantes da próxima edição.
Enfim, não podemos nos prender a rótulos. A sociedade combate a todo o tempo quem não se adequa às “modinhas”, que nada mais são que maneiras de exploração comercial – só, como exemplo, veja quantos acessos a vídeos no YouTube possui a banda Cine, novo fenômeno, só quantitativamente, fonográfico do Brasil. Quem não embarca é chamado de antiquado. Mas se preocupe em ser você mesmo. Muitos se esquecem de que vivemos num mundo sólido. Seguir esses sucessos passageiros é que “tá por fora”.
segunda-feira, 5 de julho de 2010
"Vivendo vivendo", por Riverman
Viver sem prazer, anestesiado pela frieza do Homem. Para muitas pessoas essa afirmação é algo compeltamente inconcebível e absurdo. Estes pregam que estar no mundo é bom. Que dormir e, no dia seguinte, acordar é uma coisa legal. Só farei algumas perguntas aos adeptos dessa política:
Onde é correto estar num planeta no qual as relações são basicamente pautadas pelo dinheiro - muitos quando dizem que não se valem da hipocrisia? Onde é bacana perambular em terras onde poucos detêm muito, e muitos detêm pouco? Onde é excitante estar de pé em lugares onde as pessoas te dão tapas, socos e pontapés diariamente, e você é obrigado a engolir?
Que razão, próximo de completar 21 anos, tenho de comemorar e assoprar mais uma vela? Como é possível ter vontade de continuar lutando tendo, no coração, uma baixa auto-estima e uma desilusão reinantes? No que vou me apegar se mal tenho vontade de sair às ruas e encarar meus congêneres?
Espero, ou melhor, não espero, pois é impossível que estas perguntas sejam respondidas pelos amantes da vida. Pelas pessoas, assim como eu já fui, que conseguem acreditar no bem e no amor do próximo, que foram assassinados pelo dinheiro e pelo poder. Espero não ter parecido um defensor da morte, mas o que me incomoda é sermos tão tolos em relação à vida. Ela parece ser legal apenas para um tipo de pessoas: os sádicos. Mas como, ainda bem, não me tornei um, a vida tem parecido bem diferente pra mim...
Onde é correto estar num planeta no qual as relações são basicamente pautadas pelo dinheiro - muitos quando dizem que não se valem da hipocrisia? Onde é bacana perambular em terras onde poucos detêm muito, e muitos detêm pouco? Onde é excitante estar de pé em lugares onde as pessoas te dão tapas, socos e pontapés diariamente, e você é obrigado a engolir?
Que razão, próximo de completar 21 anos, tenho de comemorar e assoprar mais uma vela? Como é possível ter vontade de continuar lutando tendo, no coração, uma baixa auto-estima e uma desilusão reinantes? No que vou me apegar se mal tenho vontade de sair às ruas e encarar meus congêneres?
Espero, ou melhor, não espero, pois é impossível que estas perguntas sejam respondidas pelos amantes da vida. Pelas pessoas, assim como eu já fui, que conseguem acreditar no bem e no amor do próximo, que foram assassinados pelo dinheiro e pelo poder. Espero não ter parecido um defensor da morte, mas o que me incomoda é sermos tão tolos em relação à vida. Ela parece ser legal apenas para um tipo de pessoas: os sádicos. Mas como, ainda bem, não me tornei um, a vida tem parecido bem diferente pra mim...
sexta-feira, 25 de junho de 2010
"Desfuncionalidade verde-e-amarela", por Riverman
Hoje tivemos mais uma partida de Copa do Mundo. E hoje tivemos Brasil em campo. Na última partida válida pelo grupo G do Mundial da África do Sul, o time canarinho enfrentou Portugal. O 0 a 0 morno refletiu o desinteresse de ambas as equipes, já que a igualdade classificava os dois times.
Enfim, a minha intenção não é de escrever sobre o desempenho futebolístico da pentacampeã mundial de futebol nos gramados do continente negro. Quero falar, na verdade, sobre o marasmo com o qual o país funciona quando nossos futebolistas adentram o gramado de alguma outra nação de 4 em 4 anos, apesar da Copa ser para muitos especialistas um estimulante para nossos setores econômicos quando o Brasil joga e vence, pois os trabalhadores encaram a jornada de trabalho com mais entusiasmo e, com isso, produzem mais.
Porém, o que vi e o que sempre vejo difere da visão desses economistas. O verde-e-amarelo toma conta das cidades, e a desfuncionalidade se torna padrão. Até hoje, uma sexta-feira, as ruas, poucos minutos antes da partida, estavam desertas, em mais um dia - que deveria ser - comercial. Os bancos, por exemplo, interromperam seus expedientes, e a universidade na qual eu estudo também não funcionou até às 14h, com os alunos do período diurno ficando, obviamente, sem aulas. Sem querer contradizê-los, acho que as partidas do Brasil em Copas não são um catalizador da economia, mas o contrário.
Sem falar no patriotismo quase que exclusivo do brasileiro nas competições esportivas, especialmente no futebol. O verde-e-amarelo só se torna padrão na hora de torcer e incentivar os atletas, mas nunca nos grandes movimentos e lutas que quase inexistem no país. Bater no peito e dizer "Sou brasileiro, com muito orgulho, com muito amor" é uma atitude latente nos momentos mais cômodos do Brasil, com o esporte exercendo uma dessas funções.
A prova maior desse descaso com a política em momentos de grande furor atlético é a do recente reajuste no salário dos deputados em 28%. Ah, tá, é verdade... poucos sabem porque as televisões permanecem ligadas somente nas notícias provenientes da África do Sul. Ou seja, são os nossos congressistas mostrando seu "amor à pátria", se valendo da verdadeira desatenção do povo tupiniquim ao noticiário político, que, apesar de estar maior, não é exclusivo desses dias.
Vai parecer paradoxal, mas em nenhum momento critico a existência da Copa do Mundo. Sou e assumo ser um aficcionado por futebol e sempre lamento perder jogos do Mundial, quando necessito ir à aula ou tenho de fazer outra atividade quando há transmissão de qualquer partida. O que discuto aqui é a alienação e a pane pelas quais passa o brasileiro nesse mês mais agitado do ano - certamente mais do que as Eleições -, que só provam que o país sempre teve interferências em seu, ao menos suposto, desenvolvimento. Termino com palavras que já usei num antigo post: ainda temos políticos "bem-intencionados" para nos ajudar...
Enfim, a minha intenção não é de escrever sobre o desempenho futebolístico da pentacampeã mundial de futebol nos gramados do continente negro. Quero falar, na verdade, sobre o marasmo com o qual o país funciona quando nossos futebolistas adentram o gramado de alguma outra nação de 4 em 4 anos, apesar da Copa ser para muitos especialistas um estimulante para nossos setores econômicos quando o Brasil joga e vence, pois os trabalhadores encaram a jornada de trabalho com mais entusiasmo e, com isso, produzem mais.
Porém, o que vi e o que sempre vejo difere da visão desses economistas. O verde-e-amarelo toma conta das cidades, e a desfuncionalidade se torna padrão. Até hoje, uma sexta-feira, as ruas, poucos minutos antes da partida, estavam desertas, em mais um dia - que deveria ser - comercial. Os bancos, por exemplo, interromperam seus expedientes, e a universidade na qual eu estudo também não funcionou até às 14h, com os alunos do período diurno ficando, obviamente, sem aulas. Sem querer contradizê-los, acho que as partidas do Brasil em Copas não são um catalizador da economia, mas o contrário.
Sem falar no patriotismo quase que exclusivo do brasileiro nas competições esportivas, especialmente no futebol. O verde-e-amarelo só se torna padrão na hora de torcer e incentivar os atletas, mas nunca nos grandes movimentos e lutas que quase inexistem no país. Bater no peito e dizer "Sou brasileiro, com muito orgulho, com muito amor" é uma atitude latente nos momentos mais cômodos do Brasil, com o esporte exercendo uma dessas funções.
A prova maior desse descaso com a política em momentos de grande furor atlético é a do recente reajuste no salário dos deputados em 28%. Ah, tá, é verdade... poucos sabem porque as televisões permanecem ligadas somente nas notícias provenientes da África do Sul. Ou seja, são os nossos congressistas mostrando seu "amor à pátria", se valendo da verdadeira desatenção do povo tupiniquim ao noticiário político, que, apesar de estar maior, não é exclusivo desses dias.
Vai parecer paradoxal, mas em nenhum momento critico a existência da Copa do Mundo. Sou e assumo ser um aficcionado por futebol e sempre lamento perder jogos do Mundial, quando necessito ir à aula ou tenho de fazer outra atividade quando há transmissão de qualquer partida. O que discuto aqui é a alienação e a pane pelas quais passa o brasileiro nesse mês mais agitado do ano - certamente mais do que as Eleições -, que só provam que o país sempre teve interferências em seu, ao menos suposto, desenvolvimento. Termino com palavras que já usei num antigo post: ainda temos políticos "bem-intencionados" para nos ajudar...
quarta-feira, 19 de maio de 2010
ASNEIRICES
ONTEM ANDEI...
PEGUEI UMA CARONA COM UM COLEGA NA SAIDA DA FACULDADE E APROVEITEI PRA ANDAR BOA PARTE DO TRAJETO ATE MINHA CASA.
ENQUANTO ISSO PENSAVA... NOS FATOS OCORRIDOS NO MESMO DIA, MAIS CEDO:
CHEGO CEDO NA AULA, A VIAGEM DE PRAIA GRANDE A SANTOS DURA MENOS QUE O ESPERADO QUASE SEMPRE...PARABENS AO SISTEMA DE ONIBUS DA BAIXADA, QUE APESAR DE NAO VARIAR OS PEDINTES LENDARIOS, ATE QUE E RAPIDINHO.
FATO É: CHEGO CEDO POIS GOSTO DE SENTAR NAS PRIMEIRAS CARTEIRAS, E ACABO SEMPRE MONTANDO MEU HQ NA MESMA LOCALIDADE DA SALA.
DEIXEI MINHA BAGAGEM NO MEU JA LENDARIO LUGAR E FUI PASSEAR NAS OUTRAS CARTEIRAS, PARA CUMPRIMENTAR OS COLEGAS. UM REBOLIÇO JA COSTUEIRO SE FORMA NAS IMEDIAÇOES, A HORA DO RUSH COMEÇA E AS CARTEIRAS COMEÇAM A SER RAPIDAMENTE OCUPADAS, FICO ATENTO PARA, SE NECESSÁRIO, CEDER RAPIDAMENTE A CARTEIRA QUE ESTOU PROVISORIAMENTE OCUPANDO.
MEANWHILE, UM RAPAZ SENTA AO LADO DO MEU QG, DO OUTRO LADO DA SALA...
LOGO EM SEGUIDA
TODAS AS CARTEIRAS AO REDOR DO QG SAO OCUPADAS...
E EIS QUE SURGE A DEUSA DA SALA, UM SER ABSURDAMENTE CONCORDANTE COM OS PADROES DE BELEZA DA ATUALIDADE E COM OS PADROES DE INTELIGENCIA DO SER FEMININO DE 80 ANOS ATRAS. ELA DESEJA SENTAR AO LADO DO JA MENCIONADO RAPAZ...
MINHA MOCHILA ESTA LA...
O RAPAZ ME PROCURA E PEDE PRA EU TROCAR DE LUGAR...
E FATO QUE OS DOIS SAO COMPROMETIDOS COM TERCEIROS, POIS O BRILHO DE SUAS COLOSSAIS ALIANÇAS DE PRATA NAO ME DEIXAM MENTIR.
E FATO QUE QUANDO ESTE QUE VOS FALA SOLTA A FRASE
"SE VOCE QUER SENTAR DO LADO DELA, FALE COM ELA, EU DAQUI NAO SAIO"
O RAPAZ E A MOÇA FICAM COM OS SORRISOS AMARELOS, COMO QUE TENTANDO OFUSCAR O BRILHO LETAL DO AÇO CORTANTE DA MINHA AFIRMAÇAO PERANTE A CLASSE ATENTA;
LOGO APOS, O RAPAZ E A MOÇA PASSAM A TRATAR COM DISTINTA CONSIDERAÇAO ESTE QUE VOS FALA...CAUSANDO DESENTENDIMENTO...
NA HORA DO INTERVALO, O RAPAZ NOVAMENTE ME PROCURA E PEDE QUE EU NAO FAÇA ESSE TIPO DE COMENTARIO NOVAMENTE PARA QUE NENHUM DOS CONJUGES DOS DOIS FIQUE SABENDO...
ENFIM, O QUE ME DEIXA PUTO, DEIXANDO A FORMALIDADE DE LADO, NAO E O FATO DA PUTARIA E FALTA DE LEALDADE TOMAREM CONTA DO POVO, NA REAL, O QUE ME DEIXA PUTO E O FATO DESSE POVO PARTIR DO PRINCIPIO QUE EU ME IMPORTO COM A VIDA SEXUAL ALHEIA, OU QUE EU VA ME DAR AO TRABALHO DE IR CONTAR PROS NAMORADOS E NAMORADAS AS TRAIRAGENS QUE ANDAM COMETENDO.
ISSO ME ENTRISTECE SERIAMENTE, POIS MEU OBJETIVO MAIOR AO AGIR DO JEITO QUE AJO E DEIXAR BEM CLARO QUE A VIDA ALHEIA NAO ME IMPORTA NEM UM POUCO...ENFIM.
EU ME GARANTO...
DOS 200 SO SE FORMARAO 12
EU ESTAREI ENTRE ELES
E, DE PREFERENCIA, OUVINDO EMERSON LAKE AND PALMER
DANE-SE O RESTO
ABRAÇOS!
PEGUEI UMA CARONA COM UM COLEGA NA SAIDA DA FACULDADE E APROVEITEI PRA ANDAR BOA PARTE DO TRAJETO ATE MINHA CASA.
ENQUANTO ISSO PENSAVA... NOS FATOS OCORRIDOS NO MESMO DIA, MAIS CEDO:
CHEGO CEDO NA AULA, A VIAGEM DE PRAIA GRANDE A SANTOS DURA MENOS QUE O ESPERADO QUASE SEMPRE...PARABENS AO SISTEMA DE ONIBUS DA BAIXADA, QUE APESAR DE NAO VARIAR OS PEDINTES LENDARIOS, ATE QUE E RAPIDINHO.
FATO É: CHEGO CEDO POIS GOSTO DE SENTAR NAS PRIMEIRAS CARTEIRAS, E ACABO SEMPRE MONTANDO MEU HQ NA MESMA LOCALIDADE DA SALA.
DEIXEI MINHA BAGAGEM NO MEU JA LENDARIO LUGAR E FUI PASSEAR NAS OUTRAS CARTEIRAS, PARA CUMPRIMENTAR OS COLEGAS. UM REBOLIÇO JA COSTUEIRO SE FORMA NAS IMEDIAÇOES, A HORA DO RUSH COMEÇA E AS CARTEIRAS COMEÇAM A SER RAPIDAMENTE OCUPADAS, FICO ATENTO PARA, SE NECESSÁRIO, CEDER RAPIDAMENTE A CARTEIRA QUE ESTOU PROVISORIAMENTE OCUPANDO.
MEANWHILE, UM RAPAZ SENTA AO LADO DO MEU QG, DO OUTRO LADO DA SALA...
LOGO EM SEGUIDA
TODAS AS CARTEIRAS AO REDOR DO QG SAO OCUPADAS...
E EIS QUE SURGE A DEUSA DA SALA, UM SER ABSURDAMENTE CONCORDANTE COM OS PADROES DE BELEZA DA ATUALIDADE E COM OS PADROES DE INTELIGENCIA DO SER FEMININO DE 80 ANOS ATRAS. ELA DESEJA SENTAR AO LADO DO JA MENCIONADO RAPAZ...
MINHA MOCHILA ESTA LA...
O RAPAZ ME PROCURA E PEDE PRA EU TROCAR DE LUGAR...
E FATO QUE OS DOIS SAO COMPROMETIDOS COM TERCEIROS, POIS O BRILHO DE SUAS COLOSSAIS ALIANÇAS DE PRATA NAO ME DEIXAM MENTIR.
E FATO QUE QUANDO ESTE QUE VOS FALA SOLTA A FRASE
"SE VOCE QUER SENTAR DO LADO DELA, FALE COM ELA, EU DAQUI NAO SAIO"
O RAPAZ E A MOÇA FICAM COM OS SORRISOS AMARELOS, COMO QUE TENTANDO OFUSCAR O BRILHO LETAL DO AÇO CORTANTE DA MINHA AFIRMAÇAO PERANTE A CLASSE ATENTA;
LOGO APOS, O RAPAZ E A MOÇA PASSAM A TRATAR COM DISTINTA CONSIDERAÇAO ESTE QUE VOS FALA...CAUSANDO DESENTENDIMENTO...
NA HORA DO INTERVALO, O RAPAZ NOVAMENTE ME PROCURA E PEDE QUE EU NAO FAÇA ESSE TIPO DE COMENTARIO NOVAMENTE PARA QUE NENHUM DOS CONJUGES DOS DOIS FIQUE SABENDO...
ENFIM, O QUE ME DEIXA PUTO, DEIXANDO A FORMALIDADE DE LADO, NAO E O FATO DA PUTARIA E FALTA DE LEALDADE TOMAREM CONTA DO POVO, NA REAL, O QUE ME DEIXA PUTO E O FATO DESSE POVO PARTIR DO PRINCIPIO QUE EU ME IMPORTO COM A VIDA SEXUAL ALHEIA, OU QUE EU VA ME DAR AO TRABALHO DE IR CONTAR PROS NAMORADOS E NAMORADAS AS TRAIRAGENS QUE ANDAM COMETENDO.
ISSO ME ENTRISTECE SERIAMENTE, POIS MEU OBJETIVO MAIOR AO AGIR DO JEITO QUE AJO E DEIXAR BEM CLARO QUE A VIDA ALHEIA NAO ME IMPORTA NEM UM POUCO...ENFIM.
EU ME GARANTO...
DOS 200 SO SE FORMARAO 12
EU ESTAREI ENTRE ELES
E, DE PREFERENCIA, OUVINDO EMERSON LAKE AND PALMER
DANE-SE O RESTO
ABRAÇOS!
terça-feira, 11 de maio de 2010
"A bolha europeia – e o boom grego", por Riverman
Abril de 2010. A Grécia, uma das economias mias frágeis da União Europeia, decreta uma moratória e pode praticamente arrastar o mercado econômico do continente à bancarrota, já que países como Alemanha, só a terceira maior economia do planeta, possuem papéis ativos em ações de bancos helênicos.
Resultado ainda bem vívido da recessão americana de 2008, a crise no Velho Continente parece mais grave do que parece. Além do problema alemão, países como Portugal e Irlanda, em breve, também correm risco de não conseguirem assumir com seus compromissos internacionais, já que devem mais do que arrecadam, e podem seguir a cartilha grega.
Esse é só um exemplo de como a especulação pode atingir até mercados tidos como seguros, como o europeu. Dona de uma moeda fortíssima e de linhas de crédito altamente confiáveis, a UE, no início e apesar das fortes exigências para se ingressar no grupo, parece ter sido sustentada pelas já consolidadas potências econômicas inglesa, alemã e francesa.
Até com a recente entrada de países que faziam parte da Cortina de Ferro, os europeus se mantiveram gozando de prosperidade econômica. Até 2008. A especulação, inicialmente ocorrida nos EUA, derrubou o mercado num efeito dominó – A bolha inicial se reduziu a um boom de explosão, apenas parafraseando o título do livro O Boom e a Bolha, de Robert Brenner, que explicita bem o início da crise econômica pela qual estamos ainda passando.
O neoliberalismo americano caiu de quatro à ajuda governamental, que foi fundamental para a recuperação do mercado nacional, e, aos poucos, os EUA conseguem respirar, depois de quase sufocantes dois anos. Mas a Europa, que ainda não havia sentido pesadas perdas com 2008, iniciou sua ‘crise pessoal’.
Inicialmente, apesar das perdas dos gregos – a previdência local deve sofrer alterações, e para se aposentar os locais devem ter um incremento de dois anos nas contribuições, além de possíveis aumentos na arrecadação fiscal -, a crise deve ser sufocada por lá. O que é preocupante é como as outras economias do continente, ainda frágeis, como a irlandesa, reagirão à efervescência do mercado logo em seguida.
A Europa, com isso, segue forte risco de realizar uma segunda onda de crise, em cima de 2008. Apesar das provas que o mercado já nos deu de sua autorregulação, uma segunda crise logo em seguida, que afetaria países como Inglaterra e Alemanha, pode deixar marcar indeléveis por alguns anos e provar, nesses mesmo período, que o mercado europeu pôde ser forte apenas na sua primeira década de existência. Ou seja, a Europa que se cuide.
Resultado ainda bem vívido da recessão americana de 2008, a crise no Velho Continente parece mais grave do que parece. Além do problema alemão, países como Portugal e Irlanda, em breve, também correm risco de não conseguirem assumir com seus compromissos internacionais, já que devem mais do que arrecadam, e podem seguir a cartilha grega.
Esse é só um exemplo de como a especulação pode atingir até mercados tidos como seguros, como o europeu. Dona de uma moeda fortíssima e de linhas de crédito altamente confiáveis, a UE, no início e apesar das fortes exigências para se ingressar no grupo, parece ter sido sustentada pelas já consolidadas potências econômicas inglesa, alemã e francesa.
Até com a recente entrada de países que faziam parte da Cortina de Ferro, os europeus se mantiveram gozando de prosperidade econômica. Até 2008. A especulação, inicialmente ocorrida nos EUA, derrubou o mercado num efeito dominó – A bolha inicial se reduziu a um boom de explosão, apenas parafraseando o título do livro O Boom e a Bolha, de Robert Brenner, que explicita bem o início da crise econômica pela qual estamos ainda passando.
O neoliberalismo americano caiu de quatro à ajuda governamental, que foi fundamental para a recuperação do mercado nacional, e, aos poucos, os EUA conseguem respirar, depois de quase sufocantes dois anos. Mas a Europa, que ainda não havia sentido pesadas perdas com 2008, iniciou sua ‘crise pessoal’.
Inicialmente, apesar das perdas dos gregos – a previdência local deve sofrer alterações, e para se aposentar os locais devem ter um incremento de dois anos nas contribuições, além de possíveis aumentos na arrecadação fiscal -, a crise deve ser sufocada por lá. O que é preocupante é como as outras economias do continente, ainda frágeis, como a irlandesa, reagirão à efervescência do mercado logo em seguida.
A Europa, com isso, segue forte risco de realizar uma segunda onda de crise, em cima de 2008. Apesar das provas que o mercado já nos deu de sua autorregulação, uma segunda crise logo em seguida, que afetaria países como Inglaterra e Alemanha, pode deixar marcar indeléveis por alguns anos e provar, nesses mesmo período, que o mercado europeu pôde ser forte apenas na sua primeira década de existência. Ou seja, a Europa que se cuide.
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