Para muitos, Noam Chomsky, o gênio da lingüística que revolucionou sua área ao estudara gramática generativa transformacional, tem apenas um quê de conspirador quando passou a publicar obras relacionadas à política: escritos infanto-juvenis, que, segundo seus críticos, são editados apenas para atender um segmento mais interessado em romances do que em obras de caráter científico ou melhor apuradas em seu conteúdo.
Apesar desse rótulo, o escritor norte-americano, para mim, é um dos críticos mais lúcidos dos empreendimentos, principalmente os da área das relações externas, de seu próprio país. Suas obras realmente soam como algo hecatômbico, a partir de seus títulos: O lucro ou as pessoas? e 11 de Setembro são nomenclaturas que realmente fazem o leitor ter uma reflexão inicial de que o livro tem o intuito de ser mais bombástico do que sério.
Porém, em suas páginas, Chomsky mostra que não está para brincadeira: através de apurações principalmente em veículos de imprensa, demonstra a verdadeira face dos EUA, a de um país que faz tudo para se manter no topo em detrimento de quem o desafia. Logicamente que grande parte dessas intenções permanece obscura, mas em seus escritos o lingüista demonstra que no próprio jornalismo de massa, através de declarações que às vezes soam como instrumentos políticos, os líderes do Tio Sam já são capazes de nos abastecer de aperitivos dos seus desejos hegemônicos.
Como um exemplo dessa dialética discursiva basta citarmos o terrorismo: enquanto que os atentados já causados por grupos fundamentalistas islâmicos são tratados sob este rótulo, as ações lideradas pelos norte-americanos, principalmente na América Latina, onde suas intervenções causavam milhares de mortes, são tidas como formas de combate à selvageria e à impunidade e de implantação da democracia. Mas que democracia é essa que, ao invés de levar a paz aos habitantes, injeta uma carnificina em determinada sociedade?
Claro que através de ensaios, Chomsky deixa suas publicações com uma linguagem mais leve, que atraia mais facilmente leitores leigos, ao contrário de alguns maçantes textos acadêmicos, que visam a se perpetuar em meios freqüentados por professores, estudantes e intelectuais. Mas dizer que estes escritos são meramente leituras românticas e conspiratórias é absurdo perto do conteúdo das obras chomskianas. Aliás, até os rótulos, como marxismo, freudianismo, são rechaçados pelo autor, que claramente deu e ainda dá a sua contribuição, não só ao mundo lingüístico, mas também ao político.
quinta-feira, 23 de dezembro de 2010
sexta-feira, 8 de outubro de 2010
"Circo eleitoral brasileiro", por Riverman
Meus caros, não só o ilustre Tiririca foi figura de fundamental importância nestas eleições, que devem entrar para a História como as que tiveram o maior número de candidatos espalhafatosos, ao menos em âmbito federal. Mulher Pêra, Maguila, Ronaldo Ésper, entre outros, deram também seus shows nos horários eleitorais e ganharam mais 15 minutos de fama.
Porém, quem melhor ganhou o seu quarto, aliás, palavra bastante pertinente à sujeita, de hora de reconhecimento, e para mim a maior personagem dos momentos pré-pleito, outro verbete perigoso se considerarmos a pessoa em destaque e se esquecermos da frágil letra l, foi a atriz pornô Cameron Brasil.
Sósia tupiniquim da atriz estadunidense Cameron Díaz, daí seu nome artístico, sua propaganda tinha alta conotação sexual: além do lema “vote com prazer” e do número representado pela seqüência 1969, com os dois últimos algarismos sendo proferidos com bastante sensualidade pela pornógrafa, em um dos seus reclames Cameron é exibida trajando meia-calça e lingerie numa lascívia política, ao menos tornada pública, nunca antes vista na História deste país, só para quase parafrasear nosso ainda, ou já não mais, presidente Lula.
Enfim, pela primeira vez a tragicomédia esteve completa, já que vimos tudo de pavoroso e, ao mesmo tempo, risível nas chamadas eleitorais brasileiras de 2010: palhaços, funkeiras, ex-pugilistas que mugem ao invés de falar - e é aí usual o “ao invés de”, pois o verdadeiro contrário de “falar” não é “se calar”, mas sim tentar se expressar como um ruminante.
Depois desse show de horrores continuo com a mesma certeza: na visão de Brasília os palhaços e funkeiros continuamos sendo nós, dos quais eles riem e os quais fazem dançar o ano todo, independentemente de eleições. E como conclusão digo: tenha paciência, já que o espetáculo para 2014 promete ainda mais. E ganha um doce quem acertar a novidade.
Porém, quem melhor ganhou o seu quarto, aliás, palavra bastante pertinente à sujeita, de hora de reconhecimento, e para mim a maior personagem dos momentos pré-pleito, outro verbete perigoso se considerarmos a pessoa em destaque e se esquecermos da frágil letra l, foi a atriz pornô Cameron Brasil.
Sósia tupiniquim da atriz estadunidense Cameron Díaz, daí seu nome artístico, sua propaganda tinha alta conotação sexual: além do lema “vote com prazer” e do número representado pela seqüência 1969, com os dois últimos algarismos sendo proferidos com bastante sensualidade pela pornógrafa, em um dos seus reclames Cameron é exibida trajando meia-calça e lingerie numa lascívia política, ao menos tornada pública, nunca antes vista na História deste país, só para quase parafrasear nosso ainda, ou já não mais, presidente Lula.
Enfim, pela primeira vez a tragicomédia esteve completa, já que vimos tudo de pavoroso e, ao mesmo tempo, risível nas chamadas eleitorais brasileiras de 2010: palhaços, funkeiras, ex-pugilistas que mugem ao invés de falar - e é aí usual o “ao invés de”, pois o verdadeiro contrário de “falar” não é “se calar”, mas sim tentar se expressar como um ruminante.
Depois desse show de horrores continuo com a mesma certeza: na visão de Brasília os palhaços e funkeiros continuamos sendo nós, dos quais eles riem e os quais fazem dançar o ano todo, independentemente de eleições. E como conclusão digo: tenha paciência, já que o espetáculo para 2014 promete ainda mais. E ganha um doce quem acertar a novidade.
sexta-feira, 13 de agosto de 2010
"Fato social - e comercial", por Riverman
Para Émile Durkheim, sociólogo francês, o fato social é a base do estudo sociológico. Para quem desconhece os escritos durkheimianos, o autor da obra Regras do método sociológico, de 1895, explica através desse livro a existência de uma unidade alheia ao próprio cidadão, e anterior, inclusive, ao seu nascimento, que não são nada mais nada menos que, como diz o título de seu trabalho, regras. Para ser aceito em tal círculo social, o indivíduo tem que agir sob determinadas leis previamente convencionadas, caso contrário passa a ser mal visto pelos pertencentes a tal convívio.
Observamos ao analisar a sociedade atual que o objeto de estudo do intelectual francês permanece de pé. Porém, com uma diferença: assim como explica outro sociólogo, desta vez o polonês Zygmunt Bauman, vivemos em uma sociedade baseada na liquidez das relações. Inclusive, me aprofundei no estudo do último em um recente artigo aqui neste mesmo blog. Basicamente, Bauman, ao propor uma sociedade baseada num dinamismo maior no trato interpessoal, onde não há uma identificação mais alicerçada, principalmente na questão midiática, com o ser humano consumindo e comprando aquilo que o marketing propõe e pelo tempo que ela propuser, abarca justamente a questão da alienação do indivíduo contemporâneo.
Ao lincar ambos os estudos, chego à seguinte conclusão: enquanto, em fins do século XIX, Durkheim levava em consideração fatores vernáculos na formação desse fato social, como a língua, o país e a economia, que seriam unidades fundamentais na aceitação ou não de um indíviduo num círculo, Bauman, atualmente, propõe como cerne dessa questão uma fundamentação comercial, baseada no que é anunciado pelos meios de comunicação, com o cidadão se aliando, mesmo que temporariamente, a outros que concomitantemente consomem as mesmas coisas que o mercado mantém como "menina dos olhos".
Não que esses ideias de unificação nacional não existam na atualidade: a Copa do Mundo é uma prova disso, quando pessoas que mal acompanham futebol em dias normais se unem na frente de televisões e acompanham freneticamente suas respectivas seleções. Mas, ao compararmos a funcionabilidade de um em comparação a outro, o patriotismo claramente perdeu espaço. E não estou sustentando que o nacionalismo seja algo positivo; os governos fascista, nazista e outros com fundo totalitário nasceram a partir da germinação dessas ideias de Estado protetor do indivíduo.
Creio que se tivesse escrevido sua obra nos dias atuais, Durkheim teria provavelmente alertado ao problema nas suas páginas subsequentes. O que discuto, aqui, na realidade, é que mesmo sendo algo que tem poucos benefícios, ou nenhum, melhor dizendo, a questão vernacular ainda tem uma construção crítica, quando ela não é artificialmente criada, baseada em mitos heróicos na formação de tal sociedade. Ou seja, descreve aquilo que para muitos é a definição de patriotismo: aquilo que dá auto-determinação a determinada sociedade.
Agora a questão comercial é até inútil comentar mais sobre; quem lê meus artigos, já deve estar cansado como abordo o problema das Hóri, Restart e Cine do momento. Além do que, para se formar consumidores, e não cidadãos, é necessário um relaxamento intelectual, que forma uma extensa sociedade de pessoas acríticas e emburrecidas.
Ou seja, observe bem para onde estão te levando. Espero ter deixado bem claro que não defendo o patriotismo, apenas o utlizei como exemplo para definir a consciência crítica que necessariamente os cidadãos pertencentes a esse sistema, e claro, aqueles que são seus correligionários, devem possuir ao dissertar a cerca do por quê da existência do Estado. E o que temos vivido é algo bem longe de crítico...
Observamos ao analisar a sociedade atual que o objeto de estudo do intelectual francês permanece de pé. Porém, com uma diferença: assim como explica outro sociólogo, desta vez o polonês Zygmunt Bauman, vivemos em uma sociedade baseada na liquidez das relações. Inclusive, me aprofundei no estudo do último em um recente artigo aqui neste mesmo blog. Basicamente, Bauman, ao propor uma sociedade baseada num dinamismo maior no trato interpessoal, onde não há uma identificação mais alicerçada, principalmente na questão midiática, com o ser humano consumindo e comprando aquilo que o marketing propõe e pelo tempo que ela propuser, abarca justamente a questão da alienação do indivíduo contemporâneo.
Ao lincar ambos os estudos, chego à seguinte conclusão: enquanto, em fins do século XIX, Durkheim levava em consideração fatores vernáculos na formação desse fato social, como a língua, o país e a economia, que seriam unidades fundamentais na aceitação ou não de um indíviduo num círculo, Bauman, atualmente, propõe como cerne dessa questão uma fundamentação comercial, baseada no que é anunciado pelos meios de comunicação, com o cidadão se aliando, mesmo que temporariamente, a outros que concomitantemente consomem as mesmas coisas que o mercado mantém como "menina dos olhos".
Não que esses ideias de unificação nacional não existam na atualidade: a Copa do Mundo é uma prova disso, quando pessoas que mal acompanham futebol em dias normais se unem na frente de televisões e acompanham freneticamente suas respectivas seleções. Mas, ao compararmos a funcionabilidade de um em comparação a outro, o patriotismo claramente perdeu espaço. E não estou sustentando que o nacionalismo seja algo positivo; os governos fascista, nazista e outros com fundo totalitário nasceram a partir da germinação dessas ideias de Estado protetor do indivíduo.
Creio que se tivesse escrevido sua obra nos dias atuais, Durkheim teria provavelmente alertado ao problema nas suas páginas subsequentes. O que discuto, aqui, na realidade, é que mesmo sendo algo que tem poucos benefícios, ou nenhum, melhor dizendo, a questão vernacular ainda tem uma construção crítica, quando ela não é artificialmente criada, baseada em mitos heróicos na formação de tal sociedade. Ou seja, descreve aquilo que para muitos é a definição de patriotismo: aquilo que dá auto-determinação a determinada sociedade.
Agora a questão comercial é até inútil comentar mais sobre; quem lê meus artigos, já deve estar cansado como abordo o problema das Hóri, Restart e Cine do momento. Além do que, para se formar consumidores, e não cidadãos, é necessário um relaxamento intelectual, que forma uma extensa sociedade de pessoas acríticas e emburrecidas.
Ou seja, observe bem para onde estão te levando. Espero ter deixado bem claro que não defendo o patriotismo, apenas o utlizei como exemplo para definir a consciência crítica que necessariamente os cidadãos pertencentes a esse sistema, e claro, aqueles que são seus correligionários, devem possuir ao dissertar a cerca do por quê da existência do Estado. E o que temos vivido é algo bem longe de crítico...
terça-feira, 10 de agosto de 2010
Escolhas...
De que adianta? correr atraz do que não volta mais? se insistir desse certo.....
certamente não sou um homem que batalha intensamente por tudo o que quer, muitas vezes tenho medo... muitas vezes há escolhas no caminho, decisões que as vezes são tomadas sem pensar, e outras pensando muito, mas em sua maioria, as sem pensar, algumas, dão certo, e as que voce mais se da ao luxo de pensar mto sobre, dão errado.
Como? como voce pode seguir um caminho desconhecido, querendo agir justamente, sendo que não tenho a mínima noção do "ser justo" , como lutar com honra ate suas ultimas forças, se...o medo lhe corrompe, se vc sofre perdas e sua moral de baixa vai a nula? Acredito em Deus e deixo tudo em suas mãos, pois nunca confie em um homem ou mulher, pois a carne e a alma dessas são podres por dentro e por fora, e por mais bondosa a alma, uma hora cedo ou tarde falhamos, por isso, encarecido amigo...Tome uma lição que aprendi ao longo da minha vida (por mais breve que tenha sido ate este momento), não se atormente por bobagens, não fique nervoso por poucas coisas, nem abatido, o mund tem problemas tão grandes e infindáveis algumas pessoas passando por seus piores pesadelos perdendo familia na guerra presenciando o ocorrido, e vc apenas nervoso porque um colega de trabalho lhe proferiu "palavras", voce ja pensou em depois de ele terminar de falar, apenas encara-lo com um leve sorriso?, voce pode ser superior a tudo isso, poucas pessoas realmente conhecem o terror e com o que realmente focar seu ódio, coisas pequenas nem merecem sua atenção, voce terminou com sua namorada? sinta saudades, lembre dos bons momentos levante a cabeça e siga em frente, tristeza, eh um sentimento muito forte, pra ser gasto com pouca coisa...vc esta triste pq perdeu o "amor"? defina AMOR por favor... sexo e coisas que os dois gostavam?a não ser que tenham vivido mais de 10 anos juntos e ela tenha partido pro alem, vc não perdeu seu amor, um dos dois apenas fez uma escolha, talvez certa, talvez se arrependa, quem sabe?
Amor, com sinceridade... é quando as duas pessoas realmente se querem a ponto de esquecer alguma outra escolha que separe os dois, mas não se iluda, a partir do ponto que uma dessas pessoas resolve trair, o amor acaba, seja sabio e saiba se retirar, mesmo com o coração partido, pois foi a "escolha" daquela pessoa, e se há traição é porque voce não é mais o suficiente pra ela, e se é assim, que ela escolha outras pessoas, voce não vai morrer por isso, e se morrer, sinto muito mas está no mundo errado, ngm aqui tem pena de ninguem e com certeza o mundo não gira em torno de voce, saiba que mesmo existindo pessoas que te amem voce ainda esta sozinho, pq ngm compartilha sua alma e nem seu coração, só há 1 pra cada pessoa, então preserve o que é seu, levante sua cabeça com honra, encha seu coração de coragem e continue seguindo em frente pois sua vida esta começando e ainda resta muitas escolhas para serem tomadas, não seja frio amigo, torne-se uma pessoa serena, sabia e observadora, observe seus erros e os das pessoas a sua volta, aprenda com isso, o que eu quero dizer é... Que apesar de todos os pequenos problemas e da solidão que nos toma, temos que perseverar e derruba-los como se fossem seus mais severos inimigos, junte seus amigos faça uma boa viajem, se distraia com as pequenas coisas como um por do sol ou em como fica marilhosa a luz da lua contornando uma arvore como se fosse uma aura e no centro dela continue cheio de sombras, é assim que as vezes me sinto, mas se vc olhar por debaixo dela, vai ver que a luz penetra entre os galhos o que te faz pensar que o q vc avistava de longe era apenas superficial...
apenas pensamentos...
-=JNR=-
certamente não sou um homem que batalha intensamente por tudo o que quer, muitas vezes tenho medo... muitas vezes há escolhas no caminho, decisões que as vezes são tomadas sem pensar, e outras pensando muito, mas em sua maioria, as sem pensar, algumas, dão certo, e as que voce mais se da ao luxo de pensar mto sobre, dão errado.
Como? como voce pode seguir um caminho desconhecido, querendo agir justamente, sendo que não tenho a mínima noção do "ser justo" , como lutar com honra ate suas ultimas forças, se...o medo lhe corrompe, se vc sofre perdas e sua moral de baixa vai a nula? Acredito em Deus e deixo tudo em suas mãos, pois nunca confie em um homem ou mulher, pois a carne e a alma dessas são podres por dentro e por fora, e por mais bondosa a alma, uma hora cedo ou tarde falhamos, por isso, encarecido amigo...Tome uma lição que aprendi ao longo da minha vida (por mais breve que tenha sido ate este momento), não se atormente por bobagens, não fique nervoso por poucas coisas, nem abatido, o mund tem problemas tão grandes e infindáveis algumas pessoas passando por seus piores pesadelos perdendo familia na guerra presenciando o ocorrido, e vc apenas nervoso porque um colega de trabalho lhe proferiu "palavras", voce ja pensou em depois de ele terminar de falar, apenas encara-lo com um leve sorriso?, voce pode ser superior a tudo isso, poucas pessoas realmente conhecem o terror e com o que realmente focar seu ódio, coisas pequenas nem merecem sua atenção, voce terminou com sua namorada? sinta saudades, lembre dos bons momentos levante a cabeça e siga em frente, tristeza, eh um sentimento muito forte, pra ser gasto com pouca coisa...vc esta triste pq perdeu o "amor"? defina AMOR por favor... sexo e coisas que os dois gostavam?a não ser que tenham vivido mais de 10 anos juntos e ela tenha partido pro alem, vc não perdeu seu amor, um dos dois apenas fez uma escolha, talvez certa, talvez se arrependa, quem sabe?
Amor, com sinceridade... é quando as duas pessoas realmente se querem a ponto de esquecer alguma outra escolha que separe os dois, mas não se iluda, a partir do ponto que uma dessas pessoas resolve trair, o amor acaba, seja sabio e saiba se retirar, mesmo com o coração partido, pois foi a "escolha" daquela pessoa, e se há traição é porque voce não é mais o suficiente pra ela, e se é assim, que ela escolha outras pessoas, voce não vai morrer por isso, e se morrer, sinto muito mas está no mundo errado, ngm aqui tem pena de ninguem e com certeza o mundo não gira em torno de voce, saiba que mesmo existindo pessoas que te amem voce ainda esta sozinho, pq ngm compartilha sua alma e nem seu coração, só há 1 pra cada pessoa, então preserve o que é seu, levante sua cabeça com honra, encha seu coração de coragem e continue seguindo em frente pois sua vida esta começando e ainda resta muitas escolhas para serem tomadas, não seja frio amigo, torne-se uma pessoa serena, sabia e observadora, observe seus erros e os das pessoas a sua volta, aprenda com isso, o que eu quero dizer é... Que apesar de todos os pequenos problemas e da solidão que nos toma, temos que perseverar e derruba-los como se fossem seus mais severos inimigos, junte seus amigos faça uma boa viajem, se distraia com as pequenas coisas como um por do sol ou em como fica marilhosa a luz da lua contornando uma arvore como se fosse uma aura e no centro dela continue cheio de sombras, é assim que as vezes me sinto, mas se vc olhar por debaixo dela, vai ver que a luz penetra entre os galhos o que te faz pensar que o q vc avistava de longe era apenas superficial...
apenas pensamentos...
-=JNR=-
sexta-feira, 30 de julho de 2010
A ambição dos bons ouvintes
Qual será a maior ambição dos ouvintes da boa música?
O que será que pode ser definido como boa música?
Como escapar do midiático?
Essas são perguntas frequentes para aqueles que apreciam a boa música, e que se vêem
num "mato sem cachorro" (com o perdão do trocadilho) face ao cenário musical atual.
A maior prova de que a música está primando cada vez mais pela imagem e menos pelo som,
é o fato de que os amantes da modernidade execram a música tradicional...o bom samba, o bom jazz, blues, clássico, rock, progressivo, metal, hard rock ou o que seja.
Existe um processo, claramente visível nas camadas mais jovens, de escárnio geral contra os adolescentes e crianças que tem gosto musical diferente de "Pixote", "Rebolation", "Justin Bieber" e "Fiuk", adolescentes esses que são chamados de caretas, chatos e loucos, por seus gostos diferentes.
Mas o que será que causa essa embolia de conceitos errados?
Será que os nascidos na nova geração estão com caso crônico de decréscimo de inteligêngia e capacidade crítica?
Não, caro leitor, é claro que não...
A culpa, mais uma vez, é da mídia...ah, a mídia
A mídia que coroou nosso mundo com feitos brilhantes como a eleição do Collor, por exemplo, a mesma mídia que distraiu a cabeça do povo durante a COPA do Mundo de 1970.
Sim, a mídia, que dita, subliminarmente, tudo o que você deve gostar e consumir, que se utiliza da imagem de personalidades supostamente "acima de qualquer suspeita" para promover a venda de produtos que tem por único objetivo, fazer o dinheiro continuar circulando entre eles próprios, executivos das emissoras de tv e radiodifusão, além de produtores e empresários de bandinhas comerciais.
Tudo gira em torno do dinheiro, e quase sempre girou, mas a música e vitima recente
desse tsunami de ganância e desinteligência, o que desanima muitos ouvintes da música de qualidade.
Então, caro leitor, antes de classificar uma atração musical como "boa" ou "ruim", preste ateção nos motivos da sua escolha, não levando nunca em conta a quantidade de vezes que determinado grupo aparece na tv, ou no rádio, ou mesmo se os shows são lotados ou hiperlotados, pois, como é de conhecimento popular, "quantidade" e "qualidade" são quase que instintivamente discrepantes.
Aqui é MadMax
Abraço!
O que será que pode ser definido como boa música?
Como escapar do midiático?
Essas são perguntas frequentes para aqueles que apreciam a boa música, e que se vêem
num "mato sem cachorro" (com o perdão do trocadilho) face ao cenário musical atual.
A maior prova de que a música está primando cada vez mais pela imagem e menos pelo som,
é o fato de que os amantes da modernidade execram a música tradicional...o bom samba, o bom jazz, blues, clássico, rock, progressivo, metal, hard rock ou o que seja.
Existe um processo, claramente visível nas camadas mais jovens, de escárnio geral contra os adolescentes e crianças que tem gosto musical diferente de "Pixote", "Rebolation", "Justin Bieber" e "Fiuk", adolescentes esses que são chamados de caretas, chatos e loucos, por seus gostos diferentes.
Mas o que será que causa essa embolia de conceitos errados?
Será que os nascidos na nova geração estão com caso crônico de decréscimo de inteligêngia e capacidade crítica?
Não, caro leitor, é claro que não...
A culpa, mais uma vez, é da mídia...ah, a mídia
A mídia que coroou nosso mundo com feitos brilhantes como a eleição do Collor, por exemplo, a mesma mídia que distraiu a cabeça do povo durante a COPA do Mundo de 1970.
Sim, a mídia, que dita, subliminarmente, tudo o que você deve gostar e consumir, que se utiliza da imagem de personalidades supostamente "acima de qualquer suspeita" para promover a venda de produtos que tem por único objetivo, fazer o dinheiro continuar circulando entre eles próprios, executivos das emissoras de tv e radiodifusão, além de produtores e empresários de bandinhas comerciais.
Tudo gira em torno do dinheiro, e quase sempre girou, mas a música e vitima recente
desse tsunami de ganância e desinteligência, o que desanima muitos ouvintes da música de qualidade.
Então, caro leitor, antes de classificar uma atração musical como "boa" ou "ruim", preste ateção nos motivos da sua escolha, não levando nunca em conta a quantidade de vezes que determinado grupo aparece na tv, ou no rádio, ou mesmo se os shows são lotados ou hiperlotados, pois, como é de conhecimento popular, "quantidade" e "qualidade" são quase que instintivamente discrepantes.
Aqui é MadMax
Abraço!
domingo, 25 de julho de 2010
"Temos pelo menos 3 Ellis Park", por Riverman
O período de disputa da Copa do Mundo de 2010 também serviu de discussão para o evento de 2014. O Morumbi, estádio do São Paulo Futebol Clube, não servirá mais como palco para o Mundial do Brasil, segundo a FIFA, entidade máxima do esporte mais popular do planeta. Entretanto, os governos municipal e estadual de São Paulo têm mantido uma postura de não construir um novo estádio em solo paulista, ficando, por enquanto, a maior cidade do país sem uma sede para o evento futebolístico mais importante do mundo. Apesar de peessedebistas, e ter ressalvas especiais ante o partido, ambas esferas adminstrativas envolvidas na questão estão certas na decisão.
Mas ao analisarmos o estádio que já observou in loco duas conquistas da Libertadores, vemos que ele não deixa nada a desejar a muitos estádios localizados em países de primeiro escalão do futebol; inclusive o Ellis Park, estádio recentemente utlizado na Copa da África, tem estruturas bastante parelhas. Concordo que o brasileiro tem defeitos gravíssimos, como pontos cegos, mas no assunto estrutura e acesso, partindo da premissa que o poder público construa estações de metrô e crie linhas extras de ônibus para o Mundial, ele fica no mesmo nível de outras arenas espalhadas pelo mundo. Claro que, mesmo como são-paulino, devo assumir que ele já não é um estádio moderno, foi construído na década de 60, mas ainda dá um bom caldo. Ainda mais quando comparado a campos utilizados no último evento FIFA. E não só a propriedade do Tricolor Paulista é no Brasil próxima a muitos africanos onde as maiores estrelas do mundo do futebol pisaram há um mês.
O Maracanã, até mais antigo que o estádio do São Paulo, no Rio de Janeiro, e a Arena da Baixada, em Curitiba, são exemplos em melhor situação. O primeiro, vedete da Copa de 1950, possui visão e campo amplos. É de fácil acesso, pois encontra-se em local estratégico do Rio de Janeiro, e recentemente passou por reformas para o Pan-Americano realizado em 2007 na cidade. Apesar de já não ser mais o mesmo, tem ainda muito brilho e charme. O segundo, porém, está no lado oposto. Estádio totalmente moderno, finalizado ainda na primeira década do milênio, conta com shoppings e modernas istalações, desde os banheiros até as cabines de transmissão. Só de contar com ele, uma estrutura já existente, o Paraná já dá um passo à frente na organização. Isso sem falar no Engenhão, entregue em 2007 para o Pan mas que está fora da lista de praças para o Mundial, tido como o mais atualizado da América Latina, que ganharia fácil do Ellis Park, e em todos os quesitos.
Claro que excetuando o Soccer City, palco da final e construído exclusivamente para a competição internacional, que deve se tornar um "elefante branco" daqui para frente, todos os outros estádios sulafricanos estão basicamente no nível dos nossos, pois os primeiros, antes da Copa, contavam com estruturas bastante parecidas, e nenhum milagre foi feito para estruturá-los.
Espero que a decisão paulista tenha sido definitiva. A prova de que um Mundial pode ser organizado sem novos estádios é a própria África do Sul. Não há necessidade de se tirar divisas dos cofres públicos para a construção, pois, além de desnecessária, eventos esportivos em território brasileiro costumam ter as despezas exponencialmente crescentes, algo que orçamentos para 2014 já começam a dar sinais de ocorrência.
A FIFA que aceite o Morumbi ou a iniciativa privada que construa um. E se ele seguir não servindo que São Paulo não tenha sede. Quem sairá perdendo não é o Estado nem a cidade, e sim o evento, que carecará do município onde floresceu o esporte no país e onde foi disputado o primeiro campeonato oficial em solo tupiniquim, em 1896. Aliás, São Paulo só por isso não deveria sediar a estreia, mas sim a final. Enfim, como depositar confiança numa entidade que cancela um Mundial de clubes a dois meses antes do seu início? Paciência...
Mas ao analisarmos o estádio que já observou in loco duas conquistas da Libertadores, vemos que ele não deixa nada a desejar a muitos estádios localizados em países de primeiro escalão do futebol; inclusive o Ellis Park, estádio recentemente utlizado na Copa da África, tem estruturas bastante parelhas. Concordo que o brasileiro tem defeitos gravíssimos, como pontos cegos, mas no assunto estrutura e acesso, partindo da premissa que o poder público construa estações de metrô e crie linhas extras de ônibus para o Mundial, ele fica no mesmo nível de outras arenas espalhadas pelo mundo. Claro que, mesmo como são-paulino, devo assumir que ele já não é um estádio moderno, foi construído na década de 60, mas ainda dá um bom caldo. Ainda mais quando comparado a campos utilizados no último evento FIFA. E não só a propriedade do Tricolor Paulista é no Brasil próxima a muitos africanos onde as maiores estrelas do mundo do futebol pisaram há um mês.
O Maracanã, até mais antigo que o estádio do São Paulo, no Rio de Janeiro, e a Arena da Baixada, em Curitiba, são exemplos em melhor situação. O primeiro, vedete da Copa de 1950, possui visão e campo amplos. É de fácil acesso, pois encontra-se em local estratégico do Rio de Janeiro, e recentemente passou por reformas para o Pan-Americano realizado em 2007 na cidade. Apesar de já não ser mais o mesmo, tem ainda muito brilho e charme. O segundo, porém, está no lado oposto. Estádio totalmente moderno, finalizado ainda na primeira década do milênio, conta com shoppings e modernas istalações, desde os banheiros até as cabines de transmissão. Só de contar com ele, uma estrutura já existente, o Paraná já dá um passo à frente na organização. Isso sem falar no Engenhão, entregue em 2007 para o Pan mas que está fora da lista de praças para o Mundial, tido como o mais atualizado da América Latina, que ganharia fácil do Ellis Park, e em todos os quesitos.
Claro que excetuando o Soccer City, palco da final e construído exclusivamente para a competição internacional, que deve se tornar um "elefante branco" daqui para frente, todos os outros estádios sulafricanos estão basicamente no nível dos nossos, pois os primeiros, antes da Copa, contavam com estruturas bastante parecidas, e nenhum milagre foi feito para estruturá-los.
Espero que a decisão paulista tenha sido definitiva. A prova de que um Mundial pode ser organizado sem novos estádios é a própria África do Sul. Não há necessidade de se tirar divisas dos cofres públicos para a construção, pois, além de desnecessária, eventos esportivos em território brasileiro costumam ter as despezas exponencialmente crescentes, algo que orçamentos para 2014 já começam a dar sinais de ocorrência.
A FIFA que aceite o Morumbi ou a iniciativa privada que construa um. E se ele seguir não servindo que São Paulo não tenha sede. Quem sairá perdendo não é o Estado nem a cidade, e sim o evento, que carecará do município onde floresceu o esporte no país e onde foi disputado o primeiro campeonato oficial em solo tupiniquim, em 1896. Aliás, São Paulo só por isso não deveria sediar a estreia, mas sim a final. Enfim, como depositar confiança numa entidade que cancela um Mundial de clubes a dois meses antes do seu início? Paciência...
quinta-feira, 15 de julho de 2010
"De Di Ferrero a Fiuk: a liquidez social", por Riverman
Quem aqui ouviu a palavra ou viu algum emo nos últimos tempos? Poucos, pois o movimento se arrefeceu pelo menos nos últimos 2 anos e deu lugar a uma nova modinha – o happy rock, como os membros da nova onda musical gostam de chama-la. O mais engraçado disso tudo é: o que aconteceu com os tão numerosos “choradeiros”, que infestavam nossas ruas com sua tristeza quase crônica? Morreram junto com o movimento? Foram morar no fundo do Oceano Atlântico?
Infelizmente não. A nossa sociedade líquida – termo utilizado pelo sociólogo polonês Zygmunt Bauman – transformou adeptos de certos movimentos facilmente em correligionários de outros. Aqueles mesmos tristonhos, fãs de Di Ferrero, vocalista do NXZero, que se vestiam totalmente de preto e usavam aquelas franjas lambidas na testa são, em grande maioria, os novos “coloridinhos”, admiradores de Fiuk, vocalista da banda Hori e também conhecido como filho do cantor Fábio Júnior, que usam calças laranjas, óculos roxos e camisetas verde-limão. E muitos se perguntam: mas se os emos eram conhecidos pela sua tristeza quase mórbida como eles se “transformaram” em algo totalmente oposto, que tem como composições mais populares idas a baladas ou a shoppings centers?
Aí é que justamente mora o problema. Não há uma identificação plena entre os membros dos movimentos “modinha". Ou seja, as pessoas passam a seguir o que manda a “tendência”: o que está em voga na maioria, outros resolvem “embarcar no bonde” e se apegam àquilo quase que de maneira doentia, apesar da brevidade. A pergunta que para no ar é justamente onde fica a personalidade do ser humano. Há preferência em fazer parte de algo aceito momentaneamente pela maioria, mas em detrimento daquilo que pessoa realmente gosta. Isso se essas pessoas que seguem essas frugalidades têm tanta complexidade intelectual para realmente gostar "de algo".
Aliás, no nosso mundo a liquidez não pertence apenas a esse campo: a fama, então artigo de talentosas pessoas públicas, se tornou breve e passageira com os realities shows da vida. Muitos saem da “casa mais vigiada do Brasil”, como Pedro Bial se refere ao BBB, extremamente badalados. Por dois ou três meses. Depois, o ostracismo resolve mostrar sua verdadeira face, e os holofotes passam o bastão para os integrantes da próxima edição.
Enfim, não podemos nos prender a rótulos. A sociedade combate a todo o tempo quem não se adequa às “modinhas”, que nada mais são que maneiras de exploração comercial – só, como exemplo, veja quantos acessos a vídeos no YouTube possui a banda Cine, novo fenômeno, só quantitativamente, fonográfico do Brasil. Quem não embarca é chamado de antiquado. Mas se preocupe em ser você mesmo. Muitos se esquecem de que vivemos num mundo sólido. Seguir esses sucessos passageiros é que “tá por fora”.
Infelizmente não. A nossa sociedade líquida – termo utilizado pelo sociólogo polonês Zygmunt Bauman – transformou adeptos de certos movimentos facilmente em correligionários de outros. Aqueles mesmos tristonhos, fãs de Di Ferrero, vocalista do NXZero, que se vestiam totalmente de preto e usavam aquelas franjas lambidas na testa são, em grande maioria, os novos “coloridinhos”, admiradores de Fiuk, vocalista da banda Hori e também conhecido como filho do cantor Fábio Júnior, que usam calças laranjas, óculos roxos e camisetas verde-limão. E muitos se perguntam: mas se os emos eram conhecidos pela sua tristeza quase mórbida como eles se “transformaram” em algo totalmente oposto, que tem como composições mais populares idas a baladas ou a shoppings centers?
Aí é que justamente mora o problema. Não há uma identificação plena entre os membros dos movimentos “modinha". Ou seja, as pessoas passam a seguir o que manda a “tendência”: o que está em voga na maioria, outros resolvem “embarcar no bonde” e se apegam àquilo quase que de maneira doentia, apesar da brevidade. A pergunta que para no ar é justamente onde fica a personalidade do ser humano. Há preferência em fazer parte de algo aceito momentaneamente pela maioria, mas em detrimento daquilo que pessoa realmente gosta. Isso se essas pessoas que seguem essas frugalidades têm tanta complexidade intelectual para realmente gostar "de algo".
Aliás, no nosso mundo a liquidez não pertence apenas a esse campo: a fama, então artigo de talentosas pessoas públicas, se tornou breve e passageira com os realities shows da vida. Muitos saem da “casa mais vigiada do Brasil”, como Pedro Bial se refere ao BBB, extremamente badalados. Por dois ou três meses. Depois, o ostracismo resolve mostrar sua verdadeira face, e os holofotes passam o bastão para os integrantes da próxima edição.
Enfim, não podemos nos prender a rótulos. A sociedade combate a todo o tempo quem não se adequa às “modinhas”, que nada mais são que maneiras de exploração comercial – só, como exemplo, veja quantos acessos a vídeos no YouTube possui a banda Cine, novo fenômeno, só quantitativamente, fonográfico do Brasil. Quem não embarca é chamado de antiquado. Mas se preocupe em ser você mesmo. Muitos se esquecem de que vivemos num mundo sólido. Seguir esses sucessos passageiros é que “tá por fora”.
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